ONDE ENCONTRAR A TAL FELICIDADE?

FALA DE VOVÓ LUIZA EM 2005

ONDE ENCONTRAR A TAL FELICIDADE?

 

A felicidade está na calmaria.

Entre um pensamento e outro está um espaço, um vazio onde está localizada a presença de Deus. Deus opera no silêncio.

Como um lago que está calmo quando para a ventania.

Torne seu lago tranquilo e com águas transparentes.

O lago representa suas emoções.

Pare de correr de um lado para o outro.

Não se consegue ser feliz se debatendo.

Aí você faz um esforço inconsciente para ser feliz. Seja o autor, o agente da sua felicidade: esteja sempre em paz.

Em que está pautada a sua felicidade?

Se está nas coisas de Deus, na presença de Deus na sua vida, você já deu um grande passo.

Pense: vou me acalmar para que o meu lago (emoções) esteja parado e sem bater. Ninguém pode atravessar um lago que tem medo. Reconheça suas emoções.

Procure primeiro o Reino de Deus e todas as outras coisas virão por merecimento.

Há um grande aparato espiritual sobre a nossa Casa e sobre todos vocês.”

 

Quando Vovó Luíza fala que Deus opera no silêncio, ela sinaliza que ninguém consegue a felicidade por esforço descontrolado e sem direção. Precisamos “ouvir” este silêncio interior.

Neste ambiente silencioso é que temos a possibilidade de ouvir as nossas reais necessidades.

Se estamos “em Deus”, e nos perguntamos o que me falta para ser feliz? Com certeza a resposta será estar em paz consigo e estando em paz consigo, estará com tudo ao seu redor.

As nossas emoções nesta fala está simbolizada por um lago. Muitas vezes temos medo de atravessar este lago, pois tornamos as águas turvas, remexemos o fundo e depois não temos coragem de mergulhar.

Precisamos saber que emoção é água e que vem em ondas e se não adquirimos maturidade emocional para lidar com elas, nos afogamos no cansaço do esforço imaturo de sermos felizes.

Nós já somos felizes, porém, ao adentrarmos no corpo físico, vamos colocando véus e cobrindo a nossa verdadeira essência.

Na verdade, precisamos de muito pouco para viver, mas nada nos basta.

Se estamos atrás de um trabalho e conseguimos com muito esforço, ficamos felizes mas logo logo vamos querendo mais. Se temos uma família, vivemos comparando com a dos outros e sempre também querendo algo diferente. Se temos um amor nos tornamos um poço sem fundo e sempre achamos que o outro tem que nos dar mais atenção. Enfim, cobramos da vida, dos outros e de nós mesmos uma conta impagável, e isso vai criando emoções negativas.

Vamos nos esquecendo de que tudo que queremos ficará aqui. Levaremos apenas aquilo que conseguirmos absorver de Luz e Transformação espiritual na nossa vida.

No processo de evolução espiritual, precisamos passar primeiro pela maturidade emocional. O corpo emocional é impedimento para que atinjamos o corpo espiritual. Ele vem primeiro.

Então qual o caminho? Seguramente o caminho para a felicidade é aprender a compartilhar. Quando compartilhamos nós entramos em sintonia com o Universo e isso nos traz uma sensação verdadeira de paz e amor e a isso o Universo retribui em abundância.

Não fomos criados para aprender a querer somente, porém, como partes de Deus, precisamos encontrar em nós o fluxo de dar e receber para compartilhar.

Somos receptáculos da Luz e precisamos primeiro encontra-la e depois permitir que Ela transborde em nossas vidas.

Na escuridão das nossas almas, nos debatendo contra a maré, jamais encontraremos a Luz. Ficamos presos às teias do processo kármico que nos faz repetir as escolhas inadequadas incessantemente e nos prendendo nesta teia, estamos falidos.

Encontremos o silêncio. Mas não o silêncio de barulhos externos, porém o silêncio da Alma. Aquele lugar onde enxergamos o nosso lago emocional e podemos acalmá-lo se conseguirmos nos sentir “EM DEUS”.

Aprendamos a compreender nossas tempestades emocionais bem lá dentro de nós e com isso conseguir acalmar as águas do lago, até que sem remexer o lodo, a lama de nós mesmos, consigamos obter águas calmas e cristalinas para nos banhar em paz. Isso é ser feliz.

Nada externo importa. Apenas a nossa conexão interna com o Pai.

Um dia obteremos esta conquista, e neste dia, a Luz transbordará em nós e aprenderemos a compartilhar no mundo, fazendo outras pessoas felizes.

Axé!

Obaraiyê

 

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